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A Maria Tagarela

A Maria Tagarela

Sab | 27.11.21

Alfarroba

Numa das ultimas idas ao Algarve cruzei-me com este fruto que mal conhecia e nunca tinha provado. Chegada a casa fui pesquisar e percebi que posso substituir o chocolate e o cacau pela Alfarroba. Parece chocolate, tem gosto de chocolate, mas é muito mais saudável. 

A alfarroba é naturalmente doce, tem muitas fibras, ajuda a controlar o açúcar no sangue o que significa que é uma aliada para quem tem diabetes, é rica em cálcio e magnésio que, juntos, auxiliam na recuperação principalmente para quem treina.

Fui pesquisar receitas simples e saudáveis para utilizar a alfarroba e encontrei vários usos para ela como as panquecas de alfarroba, a mousse de alfarroba, bolachas e pão, este ultimo o único que provei até agora. 

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E vocês de que forma consomem a alfarroba?

Seg | 15.11.21

Mãe de uma adolescente surda

Hoje é Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa e não sabemos se têm noção, mas 2 em cada 10 crianças nasce com surdez, o que fez com que a partir de 2007 fosse implementado nos procedimentos exames á nascença um rastreio auditivo para que deste modo se possa identificar e intervir cada vez mais cedo e com maior taxa de sucesso.

Quero por isso partilhar aqui a experiência de uma mãe ouvinte com uma filha surda.

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  • Como e quando descobriste que a tua filha era surda?

 

Quando ela tinha 18 meses, na idade de começarem a dizer as primeiras coisinhas, soube instintivamente que algo não estava bem, partilhei essa inquietação com o marido e a família mais direta e também com a pediatra. Todos eram da opinião que muitas crianças começam mais tarde a falar e a minha filha agia em tudo da mesma forma que os outros bebés, mas quanto mais tempo passava mais tinha a certeza que algo não estava bem.

Aos 24 meses quando foi para a creche e após uma semana falei com a educadora e partilhei as minhas suspeitas. Passado uma semana a educadora chamou-me e disse que efetivamente ela não reagia aos sons e à chamada como os outros da sua sala. Daí até a confirmação foram 5 meses.

 

  • O que fizeste para teres a confirmação?

Todos os testes e exames que ela fazia eram inconclusivos, o desenvolvimento/inteligência dela enganava, continuei a insistir até que um dia uma medica otorrinolaringologista me disse que havia um exame que seria o tira teimas, mas que se realizava em bloco operatório com sedação, e que provavelmente seria difícil de agendar.  Felizmente consegui marcar no Hospital da Luz para a semana seguinte. Recebi o resultado e mostrei à médica que reagiu com muita surpresa e perplexa me disse “isto não pode ser, o exame comprova que a vossa filha é completamente surda”.

Ela foi logo encaminhada para o Hospital Dona Estefânia para uma consulta de otorrino, e posteriormente para uma de implantes que a acompanham até hoje.

 

  • Qual a tua reação a essa descoberta enquanto mãe ouvinte?            

Foi apenas a confirmação, mas não parei para pensar, acho que tem muito haver com a minha maneira de ser, só conseguia pensar qual é o próximo passo, não pensei nas implicações que poderia ou não ter.

 

  • Já sentiste que a tua filha foi discriminada pela sociedade por ser surda?

Até esta fase não felizmente, mas acredito que agora a adolescência e a idade adulta me mostrem outras realidades.

 

  • Foi fácil conseguir ajudas necessárias para a integração dela na sociedade?

Considero que tive muita sorte, pois é uma deficiência para a qual já existe uma estrutura para apoiar e direcionar de fácil acesso.  Assim que foi confirmado o diagnóstico no Hospital Dona Estefânia a equipa multidisciplinar esclareceu-me logo e encaminhou para o Ced Jacob Rodrigues Pereira (uma das escolas de referência para surdos).

 Foi com grande alívio que tomei conhecimento de tudo o que estava à disposição dela, desde professores, terapeutas audiologistas e psicólogos. Eles iniciaram então o processo de apoio enviando duas vezes por semana uma terapeuta e uma professora de língua gestual à creche que ela frequentava, até iniciar o novo ano letivo e ela dar entrada na creche do o Ced Jacob Rodrigues Pereira.

Mas aqui o fator localização foi também fundamental pois tenho conhecimento de casos no interior de Portugal em que não existe respostas e que para as encontrar a  vida de toda a família é alterada.

 

  • Na tua opinião, qual o papel dos ouvintes na inclusão de surdos?

Nesta como em todas as outras deficiências o papel da comunidade é fundamental para que todos se sintam incluídos, ainda estamos muito longe do que seria considerado ideal. A comunicação é um obstáculo muito grande e é compreensível a sua dificuldade, mas para tudo se dá um jeito se todos nós estivermos recetivos a aceitar as diferenças tudo será mais fácil.                  

              

  • Quais os obstáculos que ela tem que lidar?                                                           

Como em tudo, é uma questão de adaptação, mas existem de facto "obstáculos" desde situações do quotidiano até outras que têm efetivamente a ver com respostas necessárias ao seu desenvolvimento. Ex: Para atravessar uma estrada os cuidados têm que ser outros pois a capacidade de alertar para um perigo eminente é drasticamente reduzida.

 

  • Quais os obstáculos que tu como mãe tens que enfrentar?

Não considero obstáculos, mas sim situações que requerem adaptação e sensibilidade, como por exemplo encontrar profissionais na saúde e no ensino como por exemplo um Atl em que consigam se comunicar com ela de uma maneira eficiente.

Mas nada acontece por acaso e que tudo aquilo que nos sucede na vida é para nos fazer crescer enquanto pessoa e ser humano.

 

  • Foi difícil aprender língua gestual para comunicares com a tua filha?

A língua gestual aprendesse como qualquer outra língua e tem vários níveis. É relativamente fácil e como qualquer outra língua requer prática e treino.

O pai inscreveu se no curso de Língua Gestual Portuguesa na Associação Portuguesa de Surdos  para a podermos acompanhar, eu como não tinha horário para o fazer adquiri vários DVDs e livros para aprender, mas a melhor professora para nós foi sem dúvida a nossa filha que enquanto criança aprendeu muito rápido e  hoje é já tão fluente como os professores que a acompanham.

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  • Como é ser mãe ouvinte de uma criança/adolescente surda?

É maravilhoso e desafiante como qualquer outra criança.  A adaptação ao longo do seu crescimento é constante, é necessário estar atento, mas também o é para uma criança sem qualquer deficiência.

 

  • O que desejas/desejam para o futuro dela?

Acima de tudo que seja feliz como qualquer outra mãe deseja para os seus filhos, mas também que encontre o seu lugar e que se consiga realizar enquanto pessoa e profissional.

Atualmente tem 15 anos e estamos numa altura de tomada de consciência dela das diferenças e dificuldades em relação à comunidade ouvinte.

De salientar que não há nenhum surdo na família, nem em famílias amigas, apenas naqueles que fomos conhecendo ao longo do percurso escolar.

 

  • Conselhos para outras mães na tua situação

Para mim o mais importante de tudo é a aceitação, conheço várias realidades neste âmbito e em outros de rutura da família e negação. Quanto mais cedo e mais rápido aceitarmos e agirmos melhor para todos.

Quando não o fazemos quem sai prejudicado é a criança que por vezes vê atrasado o seu desenvolvimento ou noutros casos chegam mesmo a não beneficiar de qualquer apoio e não desenvolvem as suas capacidades.

 

Quero agradecer a minha amiga a disponibilidade que teve em partilhar a sua experiência de vida e espero que sirva de alerta e ajuda para muitas mães e pais que possam estar nesta situação.

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Seg | 01.11.21

O tempo voa

E não é que o tempo voa?!

Ainda há pouco tempo era pleno Verão... férias... praia... mergulhos... E entretanto já estamos no Outono, já apetece vestir um casaco, já começaram as primeiras chuvas e, imagine-se, já só faltam 54 dias para o Natal!

É nesta altura que começo a planear como vamos decorar a árvore de natal cá em casa, quais as prendas e a quem vamos dar, se só as crianças, se só a família ou a todos... Começo com o stress de pensar se compro as prendas ou faço algo mais intimo para oferecer. 

Mas uma algo que já tenho decidido, o presépio...Depois de me inspirar no presépio que visitámos uns tempos atrás em Mondim de Bastos, vou tentar fazer a minha versão cá por casa. 

Deixo-vos algumas fotos do presépio que visitámos para também vocês se inspirarem. 

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